Dois pesos, duas medidas? Caso de agressão envolvendo servidor expõe contradição na gestão de Santa Rita




Uma aparente contradição na postura administrativa do prefeito de Santa Rita, Jackson Alvino, tem gerado forte repercussão política e social após dois episódios recentes envolvendo pessoas ligadas à gestão municipal.


O primeiro caso envolve a denúncia de violência doméstica feita pela funcionária pública Lucilla Bezerra, de 41 anos. Ela afirma ter sido agredida com chutes, empurrões e um golpe conhecido como “mata-leão”, além de ter tido o pescoço apertado e o cabelo puxado durante uma discussão no corredor do prédio onde mora sua mãe.


Segundo a vítima, o agressor seria Gabriel Henrique Pedrosa Madruga, arquiteto e urbanista que atua como fiscal do meio ambiente no município de Santa Rita. Gabriel também é irmão de Vital Madruga, atual secretário de Meio Ambiente da cidade.


Lucilla relatou ainda ter sido alvo de ofensas durante o episódio e afirmou que sua roupa foi rasgada durante as agressões, ficando seminua até receber ajuda de pessoas presentes.


Apesar da gravidade das acusações e da repercussão do caso, até o momento não houve anúncio público de qualquer medida administrativa por parte da Prefeitura de Santa Rita em relação ao servidor citado.


A situação passou a gerar ainda mais questionamentos após outro episódio ocorrido recentemente. No caso envolvendo uma pessoa ligada à oposição política, a gestão municipal teria adotado medidas rápidas, o que levantou críticas sobre um possível tratamento desigual.


A comparação entre os dois acontecimentos alimentou debates nos bastidores da política local e nas redes sociais. A pergunta que passou a circular entre moradores e observadores políticos é direta: por que a rapidez em um caso e o silêncio em outro?


Diante da repercussão, cresce a pressão para que a Prefeitura de Santa Rita se manifeste oficialmente sobre a denúncia e esclareça quais providências serão adotadas.

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