Por que o salário de Tibério Cabral quase triplicou na Saúde do Estado?
Um aumento expressivo nos vencimentos atribuídos ao médico Tibério Cabral Gomes de Souza passou a chamar atenção e a gerar questionamentos sobre a composição da remuneração paga no âmbito da saúde estadual.
De acordo com informações levantadas, os valores teriam saído de R$ 12.292,12 em janeiro de 2026 para R$ 33.768,16 em fevereiro, mantendo patamar elevado também no mês de março. A variação, considerada significativa em curto espaço de tempo, levanta uma pergunta objetiva e legítima: o que explica esse salto salarial?
Em casos como esse, a discussão não deve partir de acusação precipitada, mas de um princípio básico da administração pública: transparência total sobre o uso do dinheiro público. A população tem o direito de saber se o aumento decorre de plantões extras, gratificações, retroativos, acúmulo legal de funções, indenizações ou qualquer outra rubrica prevista em lei.
Sem esse detalhamento, cresce a desconfiança. E quando os números fogem do padrão, o dever de esclarecimento deixa de ser apenas administrativo e passa a ser também público, político e institucional.
O caso exige, portanto, uma manifestação clara da direção da unidade hospitalar e da própria Secretaria de Estado da Saúde, para que seja apresentada a composição detalhada desses vencimentos e afastada qualquer dúvida quanto à legalidade dos pagamentos.
Não se trata de condenar antes da hora. Trata-se de cobrar aquilo que é obrigação de qualquer órgão público: explicar, com documentos e clareza, por que houve uma mudança tão expressiva na remuneração.
Cabe agora aos responsáveis prestar os esclarecimentos necessários e, se for o caso, aos órgãos de controle, como o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, acompanhar a situação para assegurar legalidade, publicidade e respeito ao dinheiro do contribuinte.
Da redação

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